O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. Ambos são investigados no âmbito do caso envolvendo o Banco Master. A decisão, que se consolidou com os votos dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, assegura a continuidade das detenções.
O julgamento, que ocorre em sessão virtual da Segunda Turma da Corte, teve início na última quarta-feira (22). Os magistrados tinham até a meia-noite desta sexta-feira para registrar seus votos. A composição da Segunda Turma inclui os ministros Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, sendo que este último se declarou impedido de participar do julgamento devido a ligações com o Banco Master. O voto do ministro Gilmar Mendes ainda é aguardado, mas não altera a maioria já formada.
Paulo Henrique Costa foi detido em 16 de abril, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). Após ser inicialmente levado à Superintendência da PF, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda. A investigação aponta para um suposto esquema de propina destinado a Costa, relacionado à negociação de venda do Banco Master ao BRB, que teria sido viabilizado por meio da compra de imóveis. Ele é investigado por sua atuação na tentativa de aquisição do Banco Master e pela compra de carteiras fraudulentas.
Indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), Paulo Henrique Costa assumiu a presidência do BRB em 2019 e liderou a tentativa de aquisição do Banco Master pela instituição. Ele foi afastado do cargo em novembro do ano passado, após decisão judicial na primeira fase da operação. A defesa do ex-governador Ibaneis Rocha, por sua vez, reiterou em nota que ele “não acompanhava, não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência em operações realizadas pelas referidas instituições financeiras”, buscando desvincular o ex-governador do escândalo.


