A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS) redefiniu a composição de suas comissões permanentes após a intensa “janela partidária” que agitou o cenário político estadual. Com a migração de mais da metade dos parlamentares — 13 deputados estaduais —, a distribuição de poder foi rearranjada, resultando na formação de novos blocos e na delicada situação de quatro deputados de oposição, que se veem sem representação garantida.
A reconfiguração partidária diluiu as antigas alianças, misturando os partidos dentro dos novos blocos. O Bloco 1, agora liderado pelo deputado Coronel David (PL) e tendo Rinaldo Modesto (União) como vice-líder, congrega 12 parlamentares, incluindo Antonio Vaz (Republicanos), Gerson Claro (PP), Junior Mochi (MDB), Lidio Lopes (Avante), Londres Machado (PP), Lucas de Lima (PL), Marcio Fernandes (PL), Neno Razuk (PL), Pedrossian Neto (Republicanos) e Renato Câmara (Republicanos). Já o Bloco 2, com oito deputados, será comandado por Jamilson Name (PP), com Lia Nogueira (PSDB) na vice-liderança, e conta com Caravina (PSDB), Mara Caseiro (PL), Paulo Corrêa (PL), Paulo Duarte (PSDB), Roberto Hashioka (Republicanos) e Zé Teixeira (PL). Márcio Fernandes, que migrou para o PL, deixou uma das lideranças de bloco anteriores.
À margem das novas articulações, os deputados Zeca do PT, Gleice Jane (PT), Pedro Kemp (PT) e João Henrique (Novo) optaram por não formar um bloco próprio. Essa decisão os coloca em uma posição vulnerável, uma vez que a integração às comissões depende da formação de um bloco com no mínimo seis integrantes ou de um partido com ao menos quatro representantes – critérios que os parlamentares de oposição, individualmente ou em seus partidos, não preenchem, dependendo da “boa vontade” dos demais para participar das discussões legislativas.


