Taiwan mobilizou suas forças navais e aéreas na segunda-feira (27) em resposta à detecção de dois navios de guerra chineses operando em águas próximas às Ilhas Penghu, no estratégico Estreito de Taiwan. O incidente marca mais um capítulo na rotina de incursões militares de Pequim, que considera a ilha democrática como seu próprio território e envia embarcações e aeronaves para a região quase que diariamente.
Segundo o Ministério da Defesa em Taipé, um destróier e uma fragata chineses adentraram as águas a sudoeste das Ilhas Penghu, que abrigam importantes bases aéreas e navais taiwanesas e estão localizadas estrategicamente no lado de Taiwan do estreito. O Exército taiwanês “monitorou de perto a formação e respondeu adequadamente”, afirmou o ministério, que divulgou fotos aéreas das embarcações, mas não a localização exata.
A presença militar chinesa nas proximidades de Taiwan é uma constante fonte de tensão, com Taipé condenando veementemente as ações que considera provocativas. Embora o Ministério da Defesa taiwanês forneça atualizações diárias sobre a localização de aeronaves militares chinesas, detalhes sobre a operação de navios de guerra são raramente divulgados, exceto em casos de porta-aviões, como o detectado na semana passada.
O Ministério da Defesa da China não se pronunciou imediatamente sobre o incidente. No entanto, em declarações anteriores, Pequim classificou suas atividades militares regulares em torno de Taiwan como “totalmente justificadas e razoáveis”, atribuindo quaisquer tensões ao governo de Taipé. Por sua vez, o governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, reiterando que somente o povo da ilha tem o direito de decidir seu futuro.


