O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) enfrenta a possibilidade de ser suspenso da Câmara dos Deputados por até cinco meses, conforme a recomendação dos relatores de seus processos no Conselho de Ética da Casa. Os deputados Moses Rodrigues e Ricardo Maia defenderam a aplicação da pena máxima proposta, somando as infrações cometidas pelo parlamentar.
Uma das representações analisadas pelo Conselho de Ética propõe a suspensão de dois meses para Pollon, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A acusação é de obstrução da mesa diretora, impedindo o acesso do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma sessão. Os relatores consideraram a conduta como uma grave quebra de decoro parlamentar.
Além da obstrução, Pollon é alvo de outra representação por um discurso considerado ofensivo proferido contra Hugo Motta durante uma agenda na Capital. Segundo o deputado Ricardo Maia, relator deste caso, a conduta de Pollon justifica um afastamento adicional de três meses. No discurso, Pollon teria declarado: “A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, utilizando palavras de baixo calão e ataques pessoais.
Em seu voto, o relator Ricardo Maia enfatizou a necessidade de uma resposta contundente da instituição. “A Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, afirmou, reiterando o compromisso com a integridade e o decoro parlamentar.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados será responsável por julgar as duas representações. Caso Marcos Pollon seja condenado, ele ainda terá a prerrogativa de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após a votação na CCJ, o caso será levado ao plenário da Câmara, onde a suspensão só será efetivada se o afastamento for aprovado por um mínimo de 257 dos 513 votos dos deputados.


