O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, afirmou nesta quinta-feira, 29 de abril de 2026, que a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) marca o “fim do governo Lula”. Ele concedeu entrevista a jornalistas logo após o resultado da votação no Senado Federal.
A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o STF foi barrada com 42 votos contra a aprovação e 34 a favor. Flávio Bolsonaro interpretou o placar como um necessário “reequilíbrio dos poderes”, que a classe política, segundo ele, aguardava.
Análise da Rejeição e Críticas ao Governo
O senador atribuiu o resultado a múltiplos fatores. “Resposta à insatisfação política, aos excessos por parte de alguns poucos do Supremo e resposta ao governo Lula”, declarou. Ele reforçou que a derrota foi do presidente. “Foi uma derrota de Lula, não de Jorge Messias”, completou.
Flávio Bolsonaro negou ter participado ativamente da articulação contra a nomeação. “Eu não participei de articulação política, não pedi votos contra, apenas dei minha opinião a quem me perguntou e porque eu votaria contra. Agora, obviamente, para acontecer um placar desses tem que haver uma mobilização de algumas lideranças, mas não foi o meu caso”, explicou o pré-candidato.
O senador também criticou a gestão atual. Ele afirmou que o governo tem “maltratado muito a classe política” e tenta “governar apesar do Congresso”. Segundo Bolsonaro, o Executivo estaria “utilizando de algumas poucas pessoas no Supremo para conseguir avanços em alguma áreas do Supremo Tribunal Federal”. Ele ainda acusou que a Constituição é “desrespeitada” e a Lei é “inventada” para prender, punir ou inviabilizar lideranças de direita.
Em suas redes sociais, o pré-candidato publicou um vídeo, reiterando a importância do evento. “Um dia histórico no Congresso Nacional e para o Brasil, em que foi rejeitada a indicação do governo Lula para o Supremo Tribunal Federal”, disse. A rejeição de Jorge Messias ao STF gerou grande repercussão política. Para mais detalhes sobre a sabatina que antecedeu a votação, veja Sabatina de Jorge Messias ao STF Polariza o Senado. A decisão do Senado marca um revés inédito para o governo.


