O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, implementou um novo pacote de sanções contra Cuba. A medida, oficializada na sexta-feira, tem como alvo um vasto leque de indivíduos e impõe ameaças a bancos estrangeiros que mantêm relações comerciais com eles.
Estas ações representam a mais recente etapa de uma estratégia da administração Trump para aumentar a pressão sobre a ilha caribenha, que enfrenta uma severa crise econômica, agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano aos EUA. A ordem executiva assinada por Trump especifica a imposição de sanções a pessoas envolvidas em setores cruciais da economia cubana, sob controle estatal. Os alvos incluem indivíduos que operam ou operaram nas áreas de energia, defesa, materiais relacionados, metais, mineração, serviços financeiros e segurança, ou em qualquer outro setor considerado pelo governo dos EUA.
Adicionalmente, a ordem visa autoridades cubanas consideradas responsáveis por graves violações de direitos humanos ou por envolvimento em atos de corrupção. Os indivíduos sancionados ficam impedidos de visitar os Estados Unidos. A administração americana também aplicará sanções a quaisquer instituições financeiras internacionais que realizem transações com as pessoas listadas na nova ordem.
As sanções ocorrem em um contexto de movimentações diplomáticas, com altos funcionários dos EUA visitando Cuba em abril para negociações. O Secretário de Estado, Marco Rubio, que é cubano-americano e um crítico contumaz do governo de Havana, tem defendido consistentemente mudanças significativas na ilha. Trump já havia considerado a possibilidade de exercer maior controle sobre a nação insular, localizada a 145 quilômetros da Flórida e sujeita a um embargo comercial quase ininterrupto desde a revolução comunista liderada por Fidel Castro em 1959. O governo dos EUA ampliou sanções contra Cuba, refletindo a pressão contínua sobre Havana, em linha com a política de contenção adotada pela administração.
Saiba mais sobre as sanções impostas pelos EUA contra Cuba e as implicações para a economia cubana.


