O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o papa Leão XIV, afirmando que o pontífice está “colocando muitos católicos e muitas pessoas em perigo” com suas declarações. Trump expressou sua discordância com a posição do líder da Igreja Católica sobre a questão nuclear do Irã, declarando em entrevista ao programa “The Hugh Hewitt Show” na segunda-feira (4) que a possibilidade de o Irã possuir armas nucleares é “muito ruim”.
“Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom. Acho que ele está colocando muitos católicos e muitas outras pessoas em perigo. Mas suponho que, se depender do Papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse Trump.
A declaração de Trump coincide com a visita do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao Vaticano esta semana. Rubio tem encontros agendados com a liderança da Santa Sé para discutir a situação no Oriente Médio e interesses comuns nas Américas, conforme comunicado do Departamento de Estado. A visita inclui reuniões com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e ministros italianos das Relações Exteriores e Defesa, no contexto de tensões entre os EUA e aliados europeus sobre a guerra na região.
O papa Leão XIV tem criticado a política anti-imigração do governo Trump e a guerra no Irã. Em resposta, Trump chamou o pontífice de “fraco” e “terrível” em política externa, afirmando não ser um “grande admirador” de Leão XIV. O papa, por sua vez, reiterou seu “dever moral de se manifestar” contra a guerra e declarou não ter “medo” do governo Trump.
As críticas mútuas geraram reações, incluindo a da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que defendeu o pontífice. Leão XIV, 70 anos, já havia se reunido com Marco Rubio e o vice-presidente americano, J.D. Vance, no Vaticano em maio do ano passado.
A situação geopolítica e as relações entre os Estados Unidos e o Vaticano continuam em foco. A recente declaração de Trump adiciona mais uma camada de complexidade às discussões sobre segurança global e o papel das instituições religiosas no cenário internacional. O índice de rejeição histórica a Trump nos EUA, impulsionado por fatores como a guerra e o custo de vida, pode influenciar a percepção pública de suas declarações.
Enquanto isso, em âmbito nacional, a disputa eleitoral para 2026 segue acirrada, com diferentes figuras políticas buscando consolidar suas posições. A articulação entre figuras políticas e o cenário internacional, como demonstrado pela visita de Marco Rubio ao Vaticano, reflete a interconexão de eventos que moldam o panorama político.
Apesar das tensões diplomáticas e das declarações públicas, a busca por soluções para conflitos e a segurança global permanece como um desafio constante. A intervenção da Marinha dos EUA contra embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, em retaliação, evidencia a fragilidade da paz na região do Oriente Médio.


