A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou três óbitos decorrentes de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. Além disso, foram registrados cinco casos suspeitos da doença. Em resposta ao surto, duas residentes de Ontário e um indivíduo de Quebec, que tiveram contato com passageiros infectados, foram colocadas em isolamento e estão sob vigilância das autoridades de saúde pública do Canadá.
A ministra da Saúde de Ontário, Sylvia Jones, detalhou a situação em coletiva: “Os dois indivíduos são, de fato, moradores de Ontário e estão sendo monitorados ativamente, trabalhando diariamente com as autoridades locais de saúde pública para garantir que o isolamento esteja sendo cumprido”. O isolamento foi iniciado após o retorno dos passageiros ao Canadá, com monitoramento diário previsto para durar aproximadamente 30 dias, cobrindo o período de incubação do vírus.
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, confirmou via X que o terceiro canadense sob monitoramento reside em Quebec. Este indivíduo viajou no mesmo voo que dois passageiros infectados e pode ter tido contato com uma pessoa sintomática, embora a OMS não o classifique como contato próximo de alto risco.
As autoridades canadenses informaram que os três indivíduos permanecem assintomáticos, em autoisolamento e sob observação para o desenvolvimento de sintomas. O cruzeiro MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril. A embarcação tem chegada prevista para Tenerife, nas Ilhas Canárias, neste domingo (10).
Christian Lindmeier, porta-voz da OMS em Genebra, declarou que, apesar de ser um vírus perigoso para os infectados, o risco para a população em geral permanece “extremamente baixo”. A hantavirose, conforme o Ministério da Saúde, é uma zoonose viral aguda que no Brasil pode se manifestar como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), afetando os sistemas respiratório e cardiovascular. Os reservatórios naturais do vírus são roedores silvestres, e a transmissão para humanos ocorre pelo contato com urina, fezes ou saliva contaminadas.
O Ministério da Saúde do Mato Grosso do Sul tem atuado em diversas frentes de saúde pública. Recentemente, o estado divulgou um boletim epidemiológico atualizado com dados sobre chikungunya e dengue em 2026 e promoveu formação contra trabalho escravo. Adicionalmente, o estado lidera rankings nacionais em capital humano e desigualdade de renda, conforme aponta um levantamento recente. A OMS também monitora outros surtos, como o de hantavírus em um cruzeiro com três mortes confirmadas.


