O senador Flávio Bolsonaro declarou, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14/05/2026), que “todo dinheiro arrecadado foi integralmente utilizado para o filme” sobre a biografia de Jair Bolsonaro, negando que os recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro. A declaração surge após a divulgação de mensagens trocadas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, que levantaram questionamentos sobre o financiamento da produção cinematográfica.
Contrato de Confidencialidade Impede Detalhes
Flávio Bolsonaro ressaltou que assinou um termo de confidencialidade e só se manifestou publicamente sobre o assunto devido à vinda à tona das informações. “Eu não posso descumprir contrato, tem investidores, a única relação que tenho com Vorcaro era o filme”, afirmou o senador. Ele mencionou que a divulgação das mensagens o forçou a falar sobre o projeto, apesar das restrições contratuais.
A controvérsia em torno do financiamento do filme e as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganharam repercussão nacional. Investigações apontam para um esquema envolvendo o Banco Master, do qual Daniel Vorcaro é ligado. O Senador Carlos Viana chegou a pedir a criação de uma CPMI para investigar o Banco Master. Mensagens divulgadas revelaram um acordo para o financiamento do filme, estimado em R$ 134 milhões.
Apesar de Flávio Bolsonaro defender seu contato com o dono do Banco Master e pedir uma CPI, outros parlamentares reagiram às notícias. O Deputado Lindbergh Farias chegou a pedir a prisão de Flávio Bolsonaro pelo financiamento do filme. O governador de Minas Gerais, Tarcísio de Freitas, também reagiu às conversas do senador com o banqueiro preso. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, rebateu as críticas, assim como o próprio Jair Bolsonaro, que afirmou apoio do pai após a divulgação das conversas.


