Uma reunião de “lavagem de roupa suja” nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, expôs a fragilidade da base de apoio da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara Municipal de Campo Grande. O encontro, solicitado por vereadores insatisfeitos, teve como pauta central a recente derrota do projeto de terceirização da saúde, um revés que evidenciou a falta de articulação política do Executivo municipal.
Durante a tensa discussão, parlamentares que votaram a favor do projeto, que previa a terceirização de serviços de saúde, criticaram a ausência de uma base sólida. Eles alegaram que seu apoio não era à prefeita, mas sim um atendimento a pedido do governador Eduardo Riedel (PP), sentindo-se expostos e traídos pela derrota. A prefeita, por sua vez, reconheceu as dificuldades na formação da base, mas atribuiu a responsabilidade pela articulação falha a Papy, que teria garantido a aprovação da proposta.
O projeto de terceirização foi rejeitado por 17 votos a 11, mesmo após Papy ter tentado adiar a votação em busca de mais apoio. Curiosamente, a reunião contou com a presença de 17 vereadores, incluindo o oposicionista Landmark (PT). Os onze parlamentares que permaneceram fiéis à base e votaram a favor foram: Neto Santos (Republicanos), Junior Coringa (MDB), Rafael Tavares (PL), Carlão (PSB), Professor Juari (PSDB), Beto Avelar (PP), Herculano Borges (Republicanos), Professor Riverton (PP), Clodoilson Pires (Podemos), Leinha (Avante) e Wilson Lands (Avante).
O encontro desta terça-feira foi o primeiro de uma série de reuniões periódicas acordadas entre a prefeita e os vereadores, buscando reaproximar as partes e tentar reconstruir a base de sustentação, abalada pelo distanciamento e pela recente crise política. A expectativa é que os próximos encontros sirvam para realinhar as estratégias e evitar novos reveses na agenda do Executivo municipal.


