A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, recebeu alta hospitalar e retornou para sua residência em Teerã. A libertação ocorreu sob fiança, após 18 dias de internação, conforme anunciou sua fundação nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026.
Mohammadi deixou o hospital no domingo, 17 de maio, após um período que incluiu internação em Zanyan, onde estava presa, e posteriormente na capital. Fontes próximas alertaram para os graves riscos à saúde da ativista caso ela retorne à prisão. Ela enfrenta problemas cardíacos e seu quadro de saúde piorou significativamente após sua última detenção, em dezembro. O governo iraniano tem enfrentado escrutínio internacional por suas políticas internas, ao mesmo tempo em que classifica exigências americanas de “excessivas” em negociações de paz.
Exames médicos confirmaram a ligação direta entre a condição cardíaca e a hipertensão de Mohammadi e as “pressões psicológicas prolongadas e severas, ansiedade crônica e intenso estresse ambiental”. A fundação enfatizou que a ativista não deve retornar à prisão “sob nenhuma circunstância”, pois sua recuperação exige “acompanhamento médico rigoroso fora dos muros da prisão”.
Sua filha, Kiana Rahmani, que vive em Paris com o irmão gêmeo Ali e não vê a mãe há mais de uma década, expressou grande preocupação. “Devolvê-la à prisão é uma sentença de morte”, afirmou Kiana. Ela também cobrou: “Devemos garantir a sua liberdade, que todas as acusações infundadas contra ela sejam definitivamente retiradas e que a perseguição cesse”. Essas declarações ocorrem em um momento de tensões regionais, onde o Irã busca fortalecer seu controle sobre rotas estratégicas.


