Mergulhadores recuperaram dois dos quatro corpos de cidadãos italianos que morreram dentro de uma caverna subaquática nas Maldivas nesta terça-feira, 19 de maio de 2026. As vítimas desapareceram na quinta-feira anterior, 14 de maio, durante uma exploração no Atol de Vaavu, no Oceano Índico. As autoridades planejam retirar os dois corpos restantes na quarta-feira, 20 de maio. A tragédia nas Maldivas já havia registrado a morte de um quinto italiano.
Detalhes da Operação de Resgate
O porta-voz presidencial Mohamed Hussain Shareef confirmou a recuperação. Os corpos estavam a cerca de 60 metros de profundidade, em uma das áreas mais internas do sistema de cavernas. As buscas foram retomadas na segunda-feira, 18 de maio, após uma interrupção. A operação havia parado devido à morte de um mergulhador militar durante uma missão para localizar os desaparecidos, classificada como de alto risco.
Segundo o porta-voz do governo Ahmed Shaam, os quatro corpos foram encontrados “praticamente juntos”, no terceiro segmento da caverna. Ele descreveu esta área como a parte mais profunda e extensa da estrutura submersa. Três mergulhadores finlandeses especializados em resgates técnicos e cavernas conduzem a operação. A Divers’ Alert Network Europe enviou a equipe, que possui experiência em missões internacionais de busca em ambientes profundos, confinados e de alto risco. Profissionais utilizam equipamentos avançados, como rebreathers de circuito fechado. Este sistema recicla o ar expirado e remove o dióxido de carbono, permitindo mergulhos mais longos em grandes profundidades.
Quinto Mergulhador e Limites de Profundidade
Um quinto italiano, instrutor de mergulho, teve seu corpo encontrado fora da caverna na mesma quinta-feira, 14 de maio, dia do desaparecimento do grupo. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que os cinco exploravam a caverna a aproximadamente 50 metros de profundidade. Este nível ultrapassa o limite permitido para mergulho recreativo nas Maldivas, estabelecido em 30 metros.


