O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, por nove votos a quatro, a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses. A decisão, tomada em 10 de junho de 2026, representa a segunda condenação do parlamentar no colegiado.
A nova suspensão decorre de um discurso considerado ofensivo proferido por Pollon contra o presidente da Câmara, Hugo Mota, durante uma agenda na Capital. Na ocasião, o deputado declarou: “A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m”.
Justificativa e Reação
O relator do processo justificou a sanção, afirmando que a “Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”.
Esta é a segunda vez que Marcos Pollon enfrenta uma punição do Conselho de Ética. Anteriormente, ele foi afastado por dois meses por obstruir os trabalhos da presidência da Casa. Em sua defesa, Pollon criticou a nova condenação, argumentando: “Discursar é não apenas um direito, mas uma das funções essenciais do mandato, atividade indispensável à democracia e integralmente protegida pela Constituição, independentemente do conteúdo da fala”.
Próximos Passos
Marcos Pollon pode recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após a análise da CCJ, o caso seguirá para votação no plenário da Câmara. Para evitar o afastamento, o deputado precisará obter 257 dos 513 votos.
A conduta de pré-candidatos e parlamentares tem sido um tema recorrente em 2026, com a Justiça Eleitoral intimando pré-candidatos por supostas irregularidades em campanhas. O Partido Liberal em Mato Grosso do Sul aguarda pesquisa final para definir seus nomes para a disputa por vaga no Senado em 2026, cenário que inclui o próprio Pollon.
Foto: Mario Agra/Câmara | Fonte: Investiga MS


