O presidente do Partido Liberal em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, enfrenta um intrincado desafio para manter a vitalidade da chapa do PL para o cargo de deputado federal nas eleições gerais de outubro deste ano. Uma disputa interna pela segunda vaga ao Senado, envolvendo Marcos Pollon e Capitão Contar, promete reflexos negativos diretos, colocando em risco o ambicioso plano do partido de eleger até três federais.
Ambos os pré-candidatos ao Senado demonstram intransigência quanto a disputar outros cargos. Marcos Pollon tem reiterado a diversas pessoas que sua candidatura é um “tudo ou nada”, utilizando como argumento uma carta de Jair Bolsonaro que o indicava como o escolhido. Capitão Contar, por sua vez, declarou esta semana durante um evento com prefeitos que não há “plano b”, alegando ter recebido garantias de candidatura em 2022 e esperando que tal compromisso seja honrado para o pleito atual.
A resistência da dupla em considerar outras posições pode complicar seriamente a estratégia do PL. Sem a força eleitoral de Contar ou Pollon – quem for preterido na corrida ao Senado –, os demais pré-candidatos a deputado federal terão um caminho mais árduo, disputando intensamente contra nomes de partidos como o PT e o Republicanos para conquistar as vagas consideradas competitivas, tornando a meta de eleger três federais bastante improvável.
Reinaldo Azambuja, ex-governador do estado, afirmou nesta semana que mantém o acordo previamente estabelecido com Jair e Flávio Bolsonaro. Segundo o pacto, a definição do segundo candidato ao Senado será pautada por pesquisas de intenção de voto, buscando uma solução para o impasse que se arrasta.
Por enquanto, a chapa de pré-candidatos a deputado federal do PL conta com nomes como a deputada estadual Mara Caseiro, o ex-deputado federal Edson Giroto, o deputado federal Rodolfo Nogueira e o vice-presidente do PL, Tenente Portela, que aguardam a resolução da disputa senatorial para definir o cenário completo.


