O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) sinaliza a iminente derrubada da medida protetiva concedida à prefeita Adriane Lopes (PP) contra o influenciador digital Bruno Ortiz. Dois dos três votos necessários para reverter a decisão inicial já foram proferidos na Câmara Criminal do TJMS, em favor do influenciador.
Bruno Ortiz recorreu da medida, obtendo os votos da relatora, desembargadora Elizabete Anache, e do desembargador Lúcio da Silveira. O desfecho do caso depende agora do voto do desembargador Emerson Cafure, esperado até a próxima sexta-feira, 3 de julho de 2026. O processo tramita na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
O Contexto da Medida Protetiva
A medida protetiva original foi imposta pelo juiz Márcio Alexandre Wust. A decisão foi tomada por violência doméstica, após Adriane Lopes relatar que o influenciador comete injúrias e difamação, e já utilizou até drones na residência dela. Este caso se insere em um contexto de intensa movimentação política e judicial em Mato Grosso do Sul.
A determinação judicial proibia Bruno Ortiz de se aproximar de Adriane Lopes e de seus familiares a menos de 100 metros, sob risco de prisão preventiva. O juiz Márcio Alexandre Wust também estabeleceu que: “Devendo ambos isentar-se de contato por qualquer meio de comunicação (carta, telefone, e-mail, mensagens)… o afastamento, a proibição de aproximação e de contato deverá ser obedecido pelo agressor até a extinção do processo criminal principal”. Decisões judiciais que afetam figuras públicas, como o retorno de um prefeito ao cargo após afastamento, frequentemente geram repercussão similar.
A situação de Ortiz, um influenciador digital, também reflete a crescente atenção da justiça sobre a conduta de figuras públicas e pré-candidatos, como visto em casos onde decisões judiciais ordenam a remoção de conteúdo por práticas irregulares.


