O secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, apresentou nesta terça-feira, 1º de julho de 2026, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, um relatório técnico fundamental sobre a Rota Bioceânica. O encontro com o governador Eduardo Riedel marcou a divulgação do estudo, que detalha a preparação institucional e operacional para o corredor logístico.
A Receita Federal, por meio de sua equipe, elaborou o documento após uma expedição ao longo do Corredor Bioceânico. Esta iniciativa integra o programa “Aduanas sem Fronteiras”, visando aprofundar o reconhecimento da infraestrutura e dos desafios da rota.
O estudo abrange os resultados da missão de reconhecimento que percorreu o corredor logístico. Ele conecta o Porto de Santos, no Brasil, ao Porto de Antofagasta, no Chile, passando por regiões do Paraguai e da Argentina. A apresentação abordou aspectos críticos como infraestrutura, logística, facilitação do comércio, integração aduaneira e os impactos esperados para o desenvolvimento regional.
Integração e Competitividade: Visão do Governo de Mato Grosso do Sul
Durante o encontro, o governador Eduardo Riedel destacou a importância estratégica da Rota Bioceânica para a integração regional. Ele ressaltou que a competitividade do corredor depende tanto das obras físicas quanto da capacidade de articulação institucional entre os países envolvidos.
“É uma alegria receber o secretário Barreirinhas aqui em Mato Grosso do Sul para uma reunião de trabalho sobre a Rota Bioceânica. Trata-se de um projeto que envolve quatro países e oito governos subnacionais, como Mato Grosso do Sul, que há muito tempo vêm discutindo e construindo essa agenda conjunta. Costumamos dizer que a rota é o hardware, representado pelas estradas e pontes, mas tão importante quanto isso é a inteligência da rota, ou seja, a capacidade dos fiscos, das polícias e das instituições se conectarem para garantir competitividade”, afirmou Riedel.
O governador também elogiou a presença da equipe da Receita Federal no Estado e o trabalho técnico realizado ao longo do corredor logístico. “O secretário veio pessoalmente a Mato Grosso do Sul, acompanhado de sua equipe, realizou um importante trabalho de análise e levantamento de informações e traz agora um relatório que permitirá compreender melhor os desafios que ainda precisamos superar para consolidar a Rota Bioceânica”, destacou.
Prioridade Federal e Diálogo com o Setor Produtivo
Robinson Barreirinhas afirmou que o Corredor Bioceânico representa uma prioridade estratégica para o Governo Federal. Ele enfatizou a necessidade de integração entre os diversos órgãos públicos e os países participantes do projeto.
“O corredor é uma prioridade do Governo Federal e envolve diversos órgãos, como a Receita Federal, a Polícia Federal e outras instituições. Sabemos que precisamos olhar para o Pacífico e, ao mesmo tempo, fortalecer a integração regional com Paraguai, Argentina e Chile, países parceiros que apresentam grande potencial para ampliar o comércio com o Brasil”, disse o secretário.
Barreirinhas explicou que a Receita Federal adotou uma metodologia baseada na escuta ativa dos setores produtivos. O objetivo é construir soluções adaptadas às necessidades do comércio exterior. “Nós não estamos construindo um projeto para depois apresentar aos empresários. Fizemos uma missão de reconhecimento, percorrendo todo o trajeto até o porto de Antofagasta, registrando informações e identificando desafios. O objetivo é apresentar esse trabalho e ouvir dos empresários o que eles precisam da Receita Federal para que essa rota funcione plenamente. É a Receita que deve se adequar”, concluiu.


