O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, justificou a escolha de Capitão Contar (PL) como um dos pré-candidatos da legenda ao Senado por Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A decisão, segundo Costa Neto, baseia-se em um acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro e na performance de Contar em pesquisas de opinião.
Oficialização e Critério das Pesquisas
Valdemar da Costa Neto afirmou ao InvestigaMS que a oficialização da candidatura ocorrerá somente após as convenções partidárias, previstas para o final de julho de 2026. Ele destacou a diferença entre Capitão Contar e Marcos Pollon (PL) em levantamentos internos.
“Oficial só após as convenções. Foi discutido com o Bolsonaro há tempos e ficou acertado que quem estivesse na frente nas pesquisas seria o candidato. A diferença nas pesquisas é muito grande entre o Contar e o Pollon”, justificou o presidente do PL.
O acordo sobre o critério das pesquisas, conforme Valdemar, foi estabelecido em uma reunião com lideranças nacionais e estaduais. Participaram deste encontro Jair Bolsonaro, o governador Eduardo Riedel, Reinaldo Azambuja, o senador Rogério Marinho (coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro), além do próprio Valdemar da Costa Neto.
Tensões Internas e Repercussões
A definição da pré-candidatura ocorre em um cenário de conflito interno no PL Nacional, envolvendo Michele Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Esse embate resultou na saída de Michele do comando do PL Mulher. Ela é uma das defensoras da candidatura de Marcos Pollon em Mato Grosso do Sul e, em diversas ocasiões, utilizou as redes sociais para manifestar seu apoio a Pollon como pré-candidato dela e de seu esposo.
Após a declaração de Valdemar, Reinaldo Azambuja e Marcos Pollon não se manifestaram. O receio no partido é de que Jair Bolsonaro possa intervir novamente, como fez em fevereiro de 2026, quando uma carta divulgada por Michele Bolsonaro indicou Pollon como um dos candidatos.


