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    Kremlin tacha como ‘erro fatal’ pedido de Zelensky para impor paz à Rússia

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    Russos garantem que não rejeitariam “uma solução político-diplomática para a crise” com base nas condições estabelecidas, em meados de junho, pelo presidente Vladimir Putin

    O Kremlin descreveu nesta quarta-feira (25) como “erro fatal” o apelo do presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, ao Conselho de Segurança da ONU para impor a paz à Rússia. “Esse é um erro profundo que inevitavelmente terá consequências para o regime de Kiev”, disse o porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, em sua entrevista coletiva diária por telefone. Peskov, que destacou a “dinâmica positiva” dos avanços do Exército russo na região do Donbas, enfatizou que tentar forçar a Rússia a aceitar um acordo é “impossível”. “A Rússia é a favor da paz, mas com a condição de que os pilares de sua segurança sejam garantidos e os objetivos estabelecidos pela operação militar especial sejam alcançados. Sem a realização desses objetivos, a imposição (da paz) é impossível”, argumentou.

    Zelensky, que também acusou Moscou de planejar ataques a três usinas nucleares, enfatizou que a única opção para cessar as hostilidades na Ucrânia é forçar a Rússia a aceitar a paz. Ele também denunciou o Kremlin por tornar o Irã e a Coreia do Norte “cúmplices” em sua “guerra criminosa na Europa“. Na mesma linha, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu na terça-feira que a Assembleia Geral da ONU não “desvie os olhos” ou “baixe a guarda” em seu apoio à Ucrânia até que ela alcance uma “paz justa e duradoura”.

    “Manteremos nosso apoio para ajudar a Ucrânia a vencer essa guerra e preservar sua liberdade ou nos afastaremos, permitindo que a agressão seja renovada e que uma nação seja destruída?”, perguntou Biden os presentes. Zelenski está programado para se reunir com Biden na Casa Branca na quinta-feira. Ele também se reunirá separadamente com a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, que concorre contra o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump nas eleições de novembro. O líder ucraniano apresentará a eles seu “plano de paz”, que inclui, entre outras coisas, garantias de segurança, um compromisso de continuar fornecendo armas a Kiev e um programa de assistência econômica pós-guerra.

    A Rússia garante que não rejeita “uma solução político-diplomática para a crise” com base nas condições estabelecidas em meados de junho pelo presidente Vladimir Putin. Putin propôs que Kiev retire suas tropas das quatro regiões anexadas por Moscou (Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhia) e renuncie aos planos de entrar para a Otan em troca de um cessar-fogo imediato e do início de negociações de paz. De acordo com todos os especialistas, a Rússia não fará nenhum movimento em direção a possíveis negociações de paz com a Ucrânia até que tenha expulsado definitivamente as tropas inimigas da região fronteiriça de Kursk, onde entraram em 6 de agosto.

    *Com informações da EFE
    Publicado por Marcelo Bamonte

    Fonte: Jovem Pan News

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