A vereadora Luciana Novaes (PT) faleceu nesta segunda-feira (27), no Rio de Janeiro, aos 42 anos. A causa da morte não foi divulgada. A parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o final de 2025, quando foi internada em estado grave.
Sua trajetória foi marcada por um incidente em 2003. Aos 19 anos, enquanto cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, zona norte, Luciana foi atingida por uma bala perdida. Ela sobreviveu com um prognóstico de apenas 1% de chance de vida, mas ficou tetraplégica.
Após o incidente, Luciana Novaes superou as dificuldades. Ela se adaptou à nova condição e retomou os estudos, formando-se em serviço social e concluindo pós-graduação em gestão governamental. Em 2016, elegeu-se vereadora pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se como campeã de leis aprovadas em seu primeiro mandato. A política carioca, que se prepara para as eleições de 2026, perde uma figura de destaque.
Em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, Luciana Novaes, pertencente ao grupo de risco, não pôde realizar campanha de rua. Mesmo assim, obteve 16 mil votos, garantindo a primeira suplência. Em 2022, concorreu a deputada federal, alcançando mais de 31 mil votos e ficando como segunda suplente do PT no Rio de Janeiro. Ela retornou à Câmara Municipal do Rio em 2023.
O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral da vereadora. “Uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez de sua trajetória um exemplo permanente de luta”, afirmou Caiado.
Luciana Novaes deixou um legado de quase 200 leis. Suas ações legislativas sempre foram direcionadas à inclusão, à defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. Debates sobre mandatos e representatividade são constantes na política brasileira.


