A Rússia intensificou seus ataques com drones de longo alcance contra a Ucrânia em abril, atingindo um número recorde, conforme análise da AFP baseada em dados da força aérea ucraniana. Moscou lançou 6.583 drones no mês, um aumento de 2% em relação a março.
Ataques Diurnos e Vítimas Civis
O exército russo multiplicou os ataques em plena luz do dia, uma mudança tática em relação à concentração anterior de ofensivas noturnas. A Ucrânia considera essa estratégia um meio para maximizar o número de vítimas civis em um conflito que já causou dezenas de milhares de mortos.
O número de mísseis lançados por Moscou, 141, também apresentou um aumento de 2% em comparação com o mês anterior, embora inferior aos 288 registrados em fevereiro. Segundo dados da força aérea ucraniana, 88% dos drones e mísseis foram interceptados.
Avaliações Estratégicas e Econômicas
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliou em abril que a nova tática russa, associando vastos ataques noturnos a ofensivas diurnas igualmente extensas, “provavelmente causará um aumento das vítimas civis”. O centro de estudos americano sugere que a Rússia pode ter como objetivo mirar mais “em civis e infraestruturas civis, especialmente em zonas públicas e abertas”.
Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodimir Zelensky, destacou que os ataques diurnos visam “aterrorizar os civis”. Ele também apontou um “aspecto econômico”, afirmando que os ataques maciços em plena jornada de trabalho “paralisam em grande medida a atividade”. A Rússia, por sua vez, sustenta que ataca apenas alvos militares.
A Ucrânia tem desenvolvido sua gama de drones e ostenta a eficácia de seus drones interceptadores. A situação no conflito ressalta a complexidade da guerra e as táticas empregadas pelos beligerantes. Em um contexto de negociações estagnadas, a escalada de ataques com drones levanta preocupações sobre o futuro da resolução pacífica.
A escalada de tensões e a busca por soluções diplomáticas continuam sendo pontos centrais. A possibilidade de novas propostas de negociação no cenário internacional, como as apresentadas pelo Irã aos EUA via Paquistão, sublinha a busca por caminhos para o fim dos conflitos.
A situação geopolítica global permanece dinâmica, com eventos como a recente cirurgia de Jair Bolsonaro, autorizada por Alexandre de Moraes, adicionando camadas de complexidade ao cenário político, embora não diretamente ligada ao conflito em questão.


