O juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da 1ª Vara de Ivinhema, negou um recurso do prefeito do município, Juliano Ferro, que buscava a devolução de R$ 79 mil em espécie apreendidos em sua residência durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A justificativa do prefeito, de que o dinheiro provém de atividades comerciais, não foi aceita pelo magistrado.
Decisão Judicial
“Dessa forma, ausentes prova inequívoca da titularidade e da origem lícita dos valores, bem como persistente o interesse processual na manutenção da apreensão, impõe-se o indeferimento do pedido”, decidiu Sanches.
Investigação em Andamento
A apreensão ocorreu em 2024, quando o Gaeco confiscou R$ 79 mil em notas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50, além de 31 lâminas de cheque. Ferro alegou que os valores pertencem à venda de automóveis, atividade que exerce fora da vida pública. Durante a operação, uma caminhonete RAM também foi apreendida.
As investigações apontam que o veículo de luxo, que pertenceu ao prefeito e a um empresário local, teve sua transferência realizada para dois policiais militares com base em documentação falsificada. A transferência ocorreu em junho de 2023, no Detran de Maracaju, sendo que o proprietário do bem junto ao órgão de trânsito havia falecido há mais de três anos. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e um de apreensão de veículo, além de intimações para medidas cautelares.
A Câmara de Bela Vista, em Mato Grosso do Sul, instaurou uma CPI para investigar o prefeito por suposta aplicação irregular do teto salarial.
Em outra frente de investigações, o MP Estadual pediu a anulação de concurso para Guarda Civil em Costa Rica por falta de vagas para negros.
A atuação do Gaeco em operações de combate ao crime organizado reflete a importância de órgãos de controle para a manutenção da legalidade. Paralelamente, a regularização do título eleitoral se encerra hoje, impedindo eleitores de votarem nas eleições de 2026.


