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Sexta-feira, 15 Maio, 2026
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    STF mantém prisão de deputado estadual do Rio em decisão sobre Operação Unha e Carne

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    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminha-se para manter a prisão do deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel (Avante). A decisão foi referendada em sessão virtual extraordinária realizada nesta quinta-feira, 8 de maio de 2026, após deliberação sobre a prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O ministro abriu o placar do julgamento com voto pela manutenção da prisão, sendo acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin. A ministra Cármen Lúcia tem até as 19h de hoje para apresentar seu voto.

    Na quarta-feira, 7 de maio de 2026, Moraes proferiu decisão determinando que Rangel permanecesse preso sob suspeita de fraudes na Secretaria de Educação do Estado. A decisão também proibiu a Assembleia Legislativa fluminense (Alerj) de reverter a prisão, afastando a regra da Constituição do Rio que permite à Casa revogar prisões de deputados estaduais. Moraes argumentou que Legislativos de diversos estados têm proporcionado um “sistema de total impunidade” a deputados estaduais investigados por crimes, inclusive em casos ligados a organizações criminosas. Ele citou que, em 13 prisões de deputados estaduais por infrações sem relação com o exercício do mandato, 12 foram revogadas por decisão do Legislativo, sendo oito no Estado do Rio. O voto computado nesta quinta-feira reitera esse entendimento.

    Thiago Rangel foi detido pela Polícia Federal (PF) na terça-feira, 5 de maio de 2026, na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa acusada de fraudar contratos de compra de materiais e de prestação de serviços, incluindo obras de reforma, no âmbito da Educação do Rio. A mesma investigação resultou na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Em nota ao Estadão, o gabinete do parlamentar afirmou que Rangel “confia plenamente na Justiça e irá demonstrar sua inocência ao longo do devido processo legal”. A PF detalha pagamentos de R$ 500 mil mensais a um senador em outra operação, a Operação Compliance Zero, que apura um esquema financeiro. O caso de Rangel é distinto, mas demonstra o rigor das investigações em andamento. O contexto político para as eleições de 2026 também é influenciado por essas ações.

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