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    Adriane Lopes se defende de Operação Suffragium da PF por suposta compra de votos

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    A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, em resposta à deflagração da Operação Suffragium da Polícia Federal. A ação investiga um suposto esquema de compra de votos durante a campanha eleitoral que a elegeu, juntamente com Camilla Nascimento (Avante).

    Na manifestação, Adriane Lopes afirmou ter recebido a notícia da operação com surpresa, mas com tranquilidade, reiterando que o objeto da ação já havia sido analisado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. Segundo a prefeita, a defesa obteve duas decisões favoráveis em primeira e segunda instâncias no estado, além de um parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.

    A gestora fez questão de ressaltar que as diligências realizadas pela Polícia Federal não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal, tampouco guardam relação com atos da sua atual gestão. Lopes reafirmou seu respeito às instituições e aos órgãos de controle e investigação, colocando-se à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos necessários. “Com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas”, declarou, concluindo que a Administração Municipal segue focada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande.

    A Operação Suffragium foi deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar a investigação contra a campanha do Partido Progressista na Capital. A apuração visa desvendar um possível esquema de compra de votos que teria sustentado a vitória eleitoral da chapa.

    A investigação da polícia aponta para uma divisão do suposto esquema em quatro núcleos distintos. O “núcleo de comando político” seria composto pelos beneficiários diretos da fraude. Em uma camada intermediária, atuaria o “núcleo de coordenação institucional e financeira”, integrado por agentes públicos e particulares responsáveis pelo gerenciamento e distribuição dos recursos ilícitos.

    Na sequência, o “núcleo de intermediadores operacionais” seria formado por lideranças locais, cabos eleitorais e terceiros encarregados da mobilização de eleitores, realização de reuniões, transporte de apoiadores, adesivagem de veículos e pulverização dos pagamentos. Na base da estrutura estariam os “destinatários finais” das vantagens indevidas oferecidas em troca de apoio político e votos, ou seja, os eleitores.

    No âmbito da operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em residências e estabelecimentos comerciais nas cidades de Campo Grande e Taquarussu, em Mato Grosso do Sul.

    A Polícia Federal informou que a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e a utilização de contas de terceiros para a circulação e distribuição de recursos. Essas movimentações ocorreram em datas próximas aos turnos eleitorais e são possivelmente destinadas à compra de votos.

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