Articulações políticas do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul podem impedir as candidaturas das famílias dos deputados federais Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon ao Senado Federal nas eleições de 2026. O PL, sob a liderança de Valdemar da Costa Neto e Jair Bolsonaro, priorizou o apoio a Reinaldo Azambuja, redefinindo o tabuleiro político estadual. Este movimento frustra as promessas eleitorais feitas por Bolsonaro aos parlamentares.
Os planos iniciais para as famílias Nogueira e Pollon incluíam vagas tanto na “Casa Alta”, o Senado, quanto na Câmara Federal. Contudo, a aproximação do PL com Reinaldo Azambuja distanciou as aspirações senatoriais.
Promessas de Bolsonaro e o Cenário Pós-Prisão
Rodolfo Nogueira foi um dos primeiros a receber a promessa de Bolsonaro. O ex-presidente anunciou a esposa de Nogueira, Gianni Nogueira, como pré-candidata ao Senado. Em um evento com mulheres em Dourados, Bolsonaro afirmou, por vídeo, que uma mulher seria candidata ao Senado no estado.
A prisão de Jair Bolsonaro alterou a dinâmica. Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, justificou que Gianni não possuía força política suficiente para uma campanha solo sem o ex-presidente atuando diretamente. Gianni Nogueira tentou manter a candidatura e chegou a ameaçar deixar o partido. Contudo, a família recebeu um aviso: sua saída implicaria na não continuidade do esposo no PL.
Marcos Pollon recebeu a promessa de candidatura ao Senado posteriormente, e ainda mantém a intenção. Michele Bolsonaro, a ex-primeira-dama, divulgou nas redes sociais um bilhete de Bolsonaro, afirmando que Pollon seria seu escolhido para o Senado em Mato Grosso do Sul.
O anúncio ocorreu após Flávio Bolsonaro permitir que a imprensa fotografasse uma anotação. O documento sugeria que Pollon solicitou R$ 15 milhões e Gianni R$ 5 milhões para desistir das candidaturas. Após a divulgação do bilhete, Reinaldo Azambuja reuniu-se com Flávio Bolsonaro. O encontro resultou em um “balde de água fria” nas pretensões de Pollon, com Flávio reafirmando a decisão de escolher o candidato por pesquisa.
Em visita a Mato Grosso do Sul, em abril de 2026, Flávio Bolsonaro confirmou que apenas Reinaldo Azambuja tem a candidatura garantida. A segunda vaga será definida por pesquisa. A esposa de Pollon, Naiane Bitencourt, foi anunciada por Michele Bolsonaro como pré-candidata a deputada federal. Os planos para sua candidatura podem ser revistos caso Pollon não obtenha a vaga no Senado nas eleições de 2026.
Caminhos Alternativos para 2026
Sem as vagas para o Senado, a dupla do PL, que mantém relações distantes, enfrenta um roteiro similar. Uma das possibilidades é a busca pela suplência de Reinaldo Azambuja ou Capitão Contar. Esta estratégia dependeria da influência de Bolsonaro, que já interveio em outras eleições para indicar suplentes. Rodolfo Nogueira, por exemplo, foi suplente de Soraya Thronicke em pleitos anteriores.
A segunda opção para os casais é que as esposas disputem cargos de deputada estadual. Esta alternativa evitaria a competição direta com os atuais deputados federais. Até o momento, o quarteto não confirmou o destino político para as eleições de 2026. O cenário político para o ano de 2026 permanece em aberto para as famílias Nogueira e Pollon.


