Autoridades federais prenderam nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, o sargento Gannon Ken Van Dyke, das forças especiais dos Estados Unidos. Ele é acusado de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) ao apostar na plataforma Polymarket sobre a operação que culminou na captura de Nicolás Maduro. O Departamento de Justiça norte-americano divulgou a informação em nota.
A investigação aponta que Dyke participou diretamente da captura do líder venezuelano. O militar teria utilizado informações privilegiadas para realizar 13 apostas. As operações ocorreram entre 27 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026. Ele acumulou cerca de US$ 33 mil poucas horas antes do presidente Donald Trump anunciar oficialmente a captura de Maduro, em 3 de janeiro de 2026.
Investigação e Alerta da Casa Branca
A movimentação atípica e o alto valor acumulado geraram suspeitas. Uma investigação de meses foi então conduzida. O procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, comentou sobre o caso. “Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, afirmou Blanche.
Após a divulgação da operação e da prisão de Maduro, o preço dos contratos de aposta disparou. Consequentemente, a posição do investidor valorizou-se significativamente. Dyke obteve um lucro estimado em US$ 410 mil, conforme dados da Polymarket.
A Casa Branca já havia emitido um alerta interno aos seus funcionários. O comunicado, enviado por e-mail em 24 de março de 2026, proibia o uso indevido de informações sigilosas em apostas nos mercados futuros. Essa advertência ocorreu um dia depois de Trump ordenar uma breve pausa nos ataques contra o Irã, conforme revelado por uma autoridade do governo norte-americano à agência Reuters em 9 de abril de 2026. A Casa Branca tem monitorado de perto os desdobramentos relacionados ao Irã.
Outras decisões políticas do presidente Donald Trump também foram precedidas por apostas oportunistas. Essa recorrência levou especialistas a questionar a possibilidade de vazamentos de informações confidenciais antes do tempo. O presidente Trump tem sido uma figura central em diversos eventos geopolíticos recentes.


