O Ministério Público Estadual (MPE) abriu três inquéritos civis para investigar denúncias de irregularidades na administração do Município de Miranda, gerido pelo prefeito Fábio Florença. As apurações focam em questões previdenciárias de servidores, na contratação de educadores e em um caso de possível nepotismo na Câmara Municipal.
Investigação de Irregularidades Previdenciárias
A promotora Talita Zoccolaro conduz o primeiro inquérito. Ele investiga pagamentos parciais e inadequados. A promotoria também apura o não recolhimento de contribuições previdenciárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de servidores públicos municipais.
Contratação de Professores sob Análise
O segundo inquérito do Ministério Público apura a legalidade na contratação de professores municipais de Miranda por meio de processo seletivo. Denúncias indicam que essas vagas deveriam ser preenchidas por docentes aprovados em concurso público. Operações investigativas como esta destacam a importância da transparência na gestão pública.
Servidoras relatam aprovação em concurso de 2022, que ofertou 20 vagas. A prefeitura, no entanto, tem convocado candidatos por seletiva, ignorando os aprovados no concurso. A denúncia detalha a convocação de 66 candidatos via seletiva, quando apenas 10 seriam necessários para substituir servidores afastados.
Caso de Nepotismo na Câmara Municipal
A promotora também instaurou inquérito para investigar possível nepotismo na Câmara Municipal de Miranda. A denúncia aponta que o vereador Michel, atual presidente da Câmara, nomeou Nilton Medeiros para um cargo. Nilton Medeiros é pai do vereador Juninho Medeiros. Casos de corrupção e irregularidades são frequentemente alvo de investigações em diversas esferas governamentais.


