spot_img
Quinta-feira, 21 Maio, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica EstadualJustiça de MS Determina Reintegração de Tiago Vargas à Polícia Civil

    Justiça de MS Determina Reintegração de Tiago Vargas à Polícia Civil

    Publicado há

    spot_img

    A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) acatou apelação cível e determinou o retorno do ex-vereador de Campo Grande, Tiago Vargas, para a Polícia Civil. A decisão reverteu uma sentença anterior, indicando falhas no processo administrativo que levou à sua demissão.

    Revisão de Demissão por Vícios Processuais

    Tiago Vargas recorreu contra a sentença da 3.ª Vara de Fazenda e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande. Ele alegou a utilização do poder disciplinar como instrumento de perseguição política, motivada por críticas públicas à administração estadual. Vargas defendeu que a ação violou sua liberdade de expressão.

    O ex-vereador justificou graves irregularidades processuais nos procedimentos administrativos. Ele citou cerceamento de defesa e desvio de finalidade. Além disso, Vargas apontou a base em provas ilegais e tendenciosas. Ele destacou um laudo médico produzido sob provocação e coação, posteriormente declarado irregular pelo Conselho Regional de Medicina (CRM/MS).

    Vargas mencionou especificamente o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) n.º 012/2019/CGPC/MS. Este PAD culminou em sua demissão do cargo público. A conclusão médico-pericial sobre sua condição psíquica e a alegada incompatibilidade de sua conduta com a função policial embasaram a demissão.

    O pedido de Vargas detalhou a falha do laudo: “Afirma que referido laudo médico foi posteriormente desqualificado em procedimento ético-profissional perante o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul – CRM/MS, ocasião em que se reconheceu que o médico perito teria ultrapassado os limites da relação médico-paciente, agindo de forma incompatível com a ética profissional, circunstância que comprometeria a credibilidade e a imparcialidade da prova técnica utilizada no procedimento disciplinar”.

    O ex-vereador solicitou a anulação dos procedimentos administrativos em seu desfavor, com destaque para o PAD n.º 012/2019/CGPC/MS. Ele também pediu sua reintegração ao cargo de Investigador da Polícia Civil e a condenação do Estado ao pagamento de indenização por danos morais. Para mais informações sobre decisões que afetam policiais civis, acesse nossa cobertura.

    Fundamentação da Decisão Judicial

    O relator do caso, Desembargador Marcelo Raslan, observou que o laudo base para a conclusão administrativa foi questionado. O procedimento ético perante o CRM/MS reconheceu a conduta inadequada do médico perito. Durante a perícia, ele “ultrapassou os limites da relação médico-paciente”, provocando “reações emocionais intensas no periciado e violando sua dignidade”.

    O desembargador considerou este fato determinante: “E este fato é determinante, pois, se a demissão decorreu de conclusão administrativa fundada, em parte relevante, em laudo médico cuja higidez, imparcialidade e confiabilidade foram posteriormente comprometidas por decisão do órgão profissional competente, não subsiste base probatória segura para afirmar que a conduta do apelante revelava incompatibilidade definitiva com a carreira policial”.

    Raslan pontuou que a decisão não reavalia o mérito da punição. Ela reconhece a contaminação do elemento técnico que sustentou a conclusão disciplinar. Este vício grave comprometeu a motivação do ato demissional. Acompanhe outras decisões judiciais que impactam o cenário político.

    O relator concluiu: “Nesse contexto, não é possível afirmar, neste momento processual, se o PAD n.º 012/2019/CGPC/MS, que culminou na pena de demissão possui vícios e/ou nulidades suficientes para confirmar a tese de nulidade de todo o procedimento, porém, não há como não reconhecer, neste momento, a presença da probabilidade do direito alegado”. Para entender como condenações afetam mandatos políticos, leia nossa análise.

    Últimas

    Ciro Nogueira Defende Investigação Imparcial para Flávio Bolsonaro em Caso Banco Master

    Senador do Piauí, que também foi alvo da Operação Compliance Zero, afirma que pré-candidato à Presidência de 2026 deve ser investigado "como todos".

    Empresa da família de Ciro Nogueira recebeu R$ 14,2 milhões de grupo Refit, alvo de megafraude

    Transação com fundo ligado ao conglomerado de Ricardo Magro, maior devedor contumaz do país, é detectada pela PF em investigação sobre sonegação e corrupção. Senador confirma venda de terreno e diz que foi regular.

    Haddad define prazo para chapa em SP e descarta Teka como vice

    Pré-candidato do PT mira início de junho para fechar nomes ao governo e Senado, com Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva na disputa pelas vagas senatoriais.

    Rio Brilhante Próximo da Universalização: MS Ativo Garante 100% de Asfalto e Saneamento

    Com R$ 15 milhões em novas obras de drenagem e pavimentação, município avança significativamente, somando R$ 148,8 milhões em investimentos estaduais.

    Relacionado

    TRE-MS Mantém Retotalização de Votos e Neno Razuk Perde Mandato

    Partido Liberal falha em recurso contra decisão que cassou diploma de Raquelle e Loester, abrindo vaga para João César Matogrosso na Assembleia Legislativa.

    Decisões Judiciais Redesenham Bancadas na Assembleia Legislativa de MS

    Neno Razuk e Rafael Tavares perdem mandatos; Tiago Vargas não assume por inelegibilidade, impactando composição política em Mato Grosso do Sul.

    PSDB Conquista Sétima Cadeira na ALMS Após Condenação de Trutis

    João César Matto Grosso Retorna à Assembleia Legislativa com Reprocessamento de Votos Pelo TRE em 2026