O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A legislação estabelece a diminuição das penas para condenados por tentativa de golpe de Estado e envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Esta decisão legislativa representa uma nova derrota para o governo federal.
A derrubada do veto presidencial ocorreu em 30 de abril de 2026, um dia após a rejeição pelo Senado do indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias. O presidente Lula havia vetado integralmente o PL da Dosimetria em 8 de janeiro de 2026, data que marcou o terceiro aniversário dos atos antidemocráticos.
O PL da Dosimetria altera o cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Quando praticados no mesmo contexto, a nova lei determina a aplicação da pena mais grave em vez da soma de ambas as penalidades. O projeto visa calibrar a pena mínima e máxima de cada tipo penal e reduzir o tempo para a progressão do regime de prisão.
A defesa de Débora, condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, argumenta que a nova norma estabelece critérios mais brandos para envolvidos sem papel de liderança ou financiamento. Os advogados solicitam a mudança de regime prisional, citando que a detenta já cumpriu mais de três anos e deve atingir o tempo necessário para progressão em junho de 2026. Embora o pedido seja antecipado, a defesa considera que a decisão do Congresso sinaliza uma mudança de entendimento legislativo com potenciais impactos no caso.
A decisão de derrubar o veto presidencial ao PL da Dosimetria também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a potencial diminuição de sua pena.
O Congresso Nacional debateu intensamente a Jornada 6×1, buscando equilíbrio entre trabalhadores e empregadores. Paralelamente, o governo federal enfrenta desafios, como a rejeição de indicações ao STF e a derrubada de vetos, que a oposição vê como um sinal de isolamento do presidente Lula.


